É comum que as pessoas confundam dois termos bastante usuais: moral e ética. O primeiro é mais usado nas questões pessoais e o segundo, nas profissionais. É como se a moral valesse entre amigos e familiares e a ética, apenas no trabalho e ambientes de negócios. Um chefe de família é capaz de colocar a vida em risco para defender sua moral e a de seus entes queridos. Nos negócios, no entanto, a ética parece não funcionar da mesma forma ao contrário, tende a ser bem elástica. Como é possível usar dois pesos e duas medidas, quando o que está presente é um valor virtuoso?
A questão que se coloca é: qual a diferença entre agir moralmente e eticamente? Num sentido mais profundo, nossas ações determinam quem somos. Integridade implica viver com coerência, sem fazer distinção entre agir moralmente ou eticamente, seja entre amigos e familiares, seja no local de trabalho ou no mercado.
Muitos pensam em moral e ética como um conjunto de regras cerceadoras e que nos impedem de fazer tudo que parece mais tentador. Mas quem assim pensa, considera a moral e a ética de maneira muito restrita, achando que são voltadas apenas para o aspecto externo. O que deve ser levado mais em conta é justamente o aspecto interno. Agir em prol da moral e da ética tem a ver com o ser humano na sua totalidade, na sua integridade, pois seus pensamentos estão alinhados com os seus sentimentos e estes com os seus comportamentos.
Quando pensamentos, sentimentos e comportamentos estão desalinhados, a pessoa não se sente bem consigo mesma. Não está vivendo os seus valores e a sua verdade. Leva a vida como se fosse uma peça de teatro e carrega o pesado fardo de interpretar papéis. Não vive o melhor de si. Distancia-se do seu eu e isso a coloca também longe de todo o seu potencial, da sua auto-estima, do seu amor-próprio, da sua automotivação e da sua saúde.
Talvez você esteja pensando, por causa do título: onde a excelência entra nessa conversa? Ora! Como uma pessoa esfacelada, com baixa estima e baixa motivação pode oferecer o melhor de si mesma? Como pode se colocar alegremente a serviço?
Podemos concluir que viver bem e praticar a excelência é uma questão de ética. Excelência está relacionada com a atitude de se interessar verdadeiramente pelo outro (colega, cliente, amigo), mas para isso, é preciso estar intimamente bem, ou seja, vivenciando sua própria integridade.
Quem abre mão de sua integridade abdica, também, de viver de maneira saudável e de construir empresas plenas e vigorosas.
Empresas comuns tentam sobressair-se através de vantagens competitivas nos produtos e serviços. Empresas únicas se destacam da média por contar com equipes formadas por pessoas íntegras, que vivem os seus valores e a sua verdade. Ética é a base para a excelência!
Roberto Adami Tranjan – www.cempre.net
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