A primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de março subiu 0,95% após apresentar aumento de 0,98% em igual prévia do mesmo índice no mês passado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa anunciada ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam uma elevação entre 0,59% e 1,05%, e foi superior à mediana das expectativas (0,90%).
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de março. O Índice de Preços do Atacado (IPA) teve alta de 1,22% na primeira prévia do índice este mês, em comparação com a alta de 1,16% na primeira prévia de fevereiro. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou alta de 0,43% na prévia anunciada hoje, após subir 0,75% na primeira prévia de fevereiro. Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) teve elevação de 0,45% na primeira prévia deste mês, após registrar aumento de 0,41% na primeira prévia de fevereiro.
O IGP-M é muito usado para reajuste no preço do aluguel. Até a primeira prévia de março, o índice acumula aumentos de 2,78% no ano, e de 1,95% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da primeira prévia do IGP-M de março foi do dia 21 a 28 de fevereiro.
Laranja e ovos sobem no atacado
Até a primeira prévia do IGP-M de março, o IPA, que representa 60% do total do indicador, registra aumentos acumulados de 3,18% no ano e de 0,61% no período de 12 meses. De acordo com a fundação, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam taxas positivas de 2,81% no ano e de 0,03% em 12 meses, até a primeira prévia do IGP-M de março.
Segundo a FGV, na avaliação de preços por produtos, as altas mais expressivas no atacado, no âmbito da primeira prévia do IGP-M de março, foram registradas em laranja (29,34%); alumínio não ligado em formas brutas (21,69%); e ovos (9,99%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram apuradas em arroz em casca (-6,67%); álcool etílico hidratado (-5,34%); e soja em grão (-1,12%).
Transporte tem menor impacto no varejo
No varejo, o IPC, que representa 30% do total do IGP-M, acumula avanços de 2,33% no ano e de 4,73% em 12 meses, até a primeira prévia do IGP-M de março.
Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC, da primeira prévia do IGP-M de fevereiro para igual prévia em março (de 0,75% para 0,43%) foi influenciada principalmente por taxas de inflação menos intensas ou deflação em cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador. É o caso de vestuário (de 0,48% para -1,28%); saúde e cuidados pessoais (0,26% para 0,24%); educação, leitura e recreação (de 1,00% para 0,12%); transportes (de 2,18% para 0,60%); e despesas diversas (de 0,24% para -0,13%).
Entre estes grupos, os preços de transportes foram os que mais influenciaram o resultado do índice do varejo. Isso porque houve, nesta classe de despesa, quedas e desacelerações de preços em itens importantes, como tarifa de ônibus urbano (de 4,09% para 0,93%), álcool combustível (de 9,36% para 3,05%) e seguro facultativo para veículo (de 0,88% para 4,24%).
Já as duas classes de despesa restantes apresentaram aceleração de preços. É o caso de alimentação (de 0,86% para 0,96%) e de habitação (de 0,29% para 0,35%).
A FGV informou ainda que, na análise da movimentação de preços por produtos, as altas mais expressivas no varejo, no âmbito da primeira prévia do IGP-M de março foram registradas em tomate (16,49%); empregada doméstica mensalista (3,22%); e açúcar refinado (7,41%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em maçã nacional (-13,66%); no já citado seguro facultativo para veículo; e cenoura (-6,26%).
Construção Civil
Na construção civil, o INCC, que representa 10% do total do IGP-M, acumula elevações de 1,33% no ano e de 4,12% em 12 meses até primeira prévia do IGP-M de março.
De acordo com a fundação, a aceleração na taxa do INCC, da primeira prévia de fevereiro para igual prévia em março (de 0,41% para 0,45%) foi influenciada por taxa de inflação mais forte nos preços de materiais, equipamentos e serviços (de 0,45% para 0,64%), no mesmo período.
Na análise de preços por produtos, as altas de preço mais expressivas na construção civil na primeira prévia deste mês foram registradas em vergalhões e arames de aço ao carbono (3,25%); servente (0,60%); e ajudante especializado (0,30%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em argamassa (-0,85%); eletricista (-0,46%); e massa corrida para parede - PVA (-1,20%).
Alessandra Saraiva, da Agência Estado
Quarta-feira, 10 de março de 2010 - 8:04h
http://economia.estadao.com.br/noticias/not_8341.htm
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